Unidades de Conservação

Apesar da importância estratégica para a conservação da biodiversidade (nos biomas Mata Atlântica e Caatinga, ambos em situação extremamente vulnerável) do Baixo São Francisco, esta região fisiográfica da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco ainda é consideravelmente carente de UCs – Unidades de Conservação.

Tais unidades, em geral, enfrentam muitos  com problemas como a realização, a implantação e o respeito do plano de manejo, quando existente, e crônica falta de recursos de seus órgãos gestores (sejam federais, estaduais ou municipais) insuficientes para garantir a proteção e conservação do patrimônio natural do Baixo São Francisco.

Ao mesmo tempo, são inúmeros os conflitos verificados, sobretudo com comunidades, empreendimentos agrícolas e mesmo municipalidades  de seus entornos, ou a partir de setores com interesse econômicos contrários (como a carcinicultura que se expande sem qualquer controle na região da foz, sobretudo na margem sergipana).

De modo geral, as UCs são vistas como entraves ao dia a dia das pessoas de seus entornos e ao chamado desenvolvimento (o itálico é nosso) dos municípios com áreas de seus territórios dentro das poligonais protegidas.

Há ainda grande e contínua pressão por parte de atividades de caça ilegal, captura de animais silvestres para manutenção em residências e comércio.

A partir da foz do rio São Francisco, de leste para oeste, veja abaixo as Unidades de Conservação (em situação legal ou irregular):

APA DE PIAÇABUÇU

As magníficas dunas da zona costeira adentram a foz do rio. Imagem | Rio de Baixo | Canoa de Tolda

A APA de Piaçabuçu foi a primeira UC – Unidade de Conservação criada no Baixo São Francisco. De âmbito federal, é gerida pelo ICMBio – Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, abrangendo território dos municípios de Piaçabuçu e Feliz Deserto, em Alagoas.

Desde sua implantação há problemas crônicos de usos e ocupações irregulares tanto no povoado Pontal do Peba, na zona costeira do município de Piaçabuçu, como também na zona do pontal do norte, exatamente na foz do rio São Francisco (onde há inadequadas ocupações por parte de comerciantes, acesso sem controle de veículos automotores e de embarcações dedicadas ao turismo de massa, com centenas e centenas de pessoas afluindo).

É uma região sensível, com dunas, restingas, brejos, manguezais, áreas de matas remanescentes da floresta atlântica, todos ecossistemas em situação de grande vulnerabilidade e sem efetivas ações para suas proteção e conservação.

Veja abaixo informações mais detalhadas sobre a APA de Piaçabuçu:

No sítio do ICMBio – Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, clicando aqui.

O Plano de Manejo pode ser obtido, tando em sua versão integral, clicando aqui. como seu Resumo Executivo.

No sítio do ISA – Instituto Socio Ambienta, clicando aqui.

APA DA MARITUBA DO PEIXE

Nos meses de chuva, a Marituba é tomada pelas águas. Imagem | Rio de Baixo | Canoa de Tolda

A APA da Marituba do Peixe foi decretada pelo Estado de Alagoas em 1988 e hoje tem sua gestão a cargo do IMA – Instituto do Meio Ambiente de Alagoas.

A poligonal da UC conta com partes dos territórios dos municípios de Penedo, Feliz Deserto e Piaçabuçu.

Está inserida na Bacia Hidrográfica do rio Piauí, principal afluente perene da margem esquerda do rio São Francisco em seu trecho baixo.

A região referência da UC é a Várzea da Marituba, zona alagadiça (e que dependia para seu equilíbrio essencialmente dos já extintos ciclos de cheias naturais do São Francisco) de extensos brejos próximos da foz do rio Piauí.

Como as demais UCs do Baixo São Francisco, também enfrenta conflitos com usos e ocupações irregulares dentro da poligonal  e em seu entorno. São inúmeros os conflitos que a colocam em situação de vulnerabilidade.

Veja abaixo, informações mais detalhadas sobre a APA da Marituba do Peixe:

No sítio do IMA – Instituto de Meio Ambiente de Alagoas, gestor da UC, clicando aqui.

No sítio da SEMARH – Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, clicando aqui.

No sítio da CODEVASF – Companhia de Desenvolvimento dos Vales do Rio São Francisco e Parnaíba, clicando aqui.

No sítio do ISA – Instituto Socio Ambienta, clicando aqui.

O Plano de Manejo pode ser obtido em sua versão integral, clicando aqui.

REBIO DE SANTA ISABEL

Uma estreita faixa de restinga separa o mar do braço sul do canal da Parapuca. Imagem | Canoa de Tolda

A REBIO – Reserva Biológica de Santa Isabel, é uma UC – Unidade de Conservação de Zona Costeira, abrangendo fragmentos dos territórios dos municípios de Pirambu, Pacatuba e uma pequena fração de Brejo Grande, todos em Sergipe.

Desde sua implantação, foram vários os inúmeros conflitos com comunidades do entorno, porém, é incontestável que a existência da UC garantiu uma sobrevida para os essenciais ecossistemas costeiros do litoral norte de Sergipe até recentemente. As grandes dunas, extensos brejos, a várzea do rio Betume, restingas, os manguezais do estuário do São Francisco, tiveram uma sobrevida graças à REBIO – Santa Isabel.

No entanto, a partir da construção da ponte Aracaju/Barra dos Coqueiros, o avanço da pressão da Zona Metropolitana da capital sergipana para o litoral norte foi de grande impacto.

Com o asfaltamento da rodovia SE 100 a região, sem qualquer política pública efetiva para a conservação e proteção de sua rica biodiversidade está com os dias contados.

Recentemente, em 2016, o MPF – Ministério Público Federal em Sergipe ajuizou ação contra a União e o ICMBio – Instituto Chico Mendes, pelo fato de até aquela data a UC não contar com um plano de manejo publicado e problemas nas demarcações da poligonal. As demandas do MPF-SE podem ser obtidas clicando aqui.

Veja abaixo, informações mais detalhadas sobre a REBIO – Santa Isabel:

No sítio do ICMBio – Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, clicando aqui.

No sítio do ISA – Instituto Socio Ambienta, clicando aqui.

Assista o vídeo produzido pelo programa Mar Sem fim, clicando aqui.

RPPN Mato da Onça

Do mirante das Pedras, a visão para rio a riba. Imagem | Rio de Baixo | Canoa de Tolda

A Reserva Mato da Onça é uma Unidade de Conservação da categoria RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Natural, com processo de criação iniciado em 2014.

Está localizada no povoado Mato da Onça, a montante da sede do município de Pão de Açúcar, AL sendo a única UC da categoria às margens do São Francisco em seu trecho baixo.

Com cerca de 46 hectares de área protegida (incluindo o anexo Sítio Barra do Riacho, na mesma localidade), tem sua gestão a cargo da Sociedade Canoa de Tolda.

A partir de sua criação, foi iniciado um programa de restauro de caatingas, tendo como  data base de avaliação o segundo semestre do ano de 2035. Desde 2015 são realizadas ações de plantios de espécies nativas iniciados dentro do Programa de Recuperação de Matas Ciliares do Rio São Francisco e Seus Afluentes da CHESF – Companhia Hidro Elétrica do São Francisco.

Veja abaixo, informações mais detalhadas sobre a RPPN – Mato da Onça:

No ambiente exclusivo da RMO – Reserva Mato da Onça, clicando aqui.

No sítio do IMA – Instituto de Meio Ambiente de Alagoas, gestor da UC, o decreto de criação da mesma, clicando aqui. e o descritivo do órgão, aqui.

No sítio do MMA – Ministério do Meio Ambiente, no CNUC – Cadastro Nacional de Unidades de Conservação, clicando aqui.

No CNUC, a cartografia de referência, clicando aqui.

No sítio WikiParques, acesse aqui.

MONA Grota do Angico

Trilha da Grota do Angico. Imagem | via Flickr | Marinelson Almeida

O MONA – Grota do Angico foi criado em dezembro de 2007, no alto sertão sergipano com sua poligonal abrangendo áreas dos municípios do Poço Redondo e Canindé do São Francisco. Sua área decretada é de 2.138 hectares (ha).

Em 2015, através de convênio com a CODEVASF – Companhia de Desenvolvimento dos Vales dos Rios São Francisco e Parnaíba, a UC  recebeu um aditivo de 85,3 hectares, originados de uma ação de compensação ambiental pela implantação do projeto Jacaré-Curituba, de irrigação.

Um dos principais problemas da UC é o controle inadequado de afluxo de turistas para visitação da famosa Grota do Angico, local onde o bando de Virgulino Ferreira, o Lampião foi dizimado em julho de 1938.

Veja abaixo, informações mais detalhadas sobre o MONA – Grota do Angico:

O Plano de Manejo pode ser obtido em sua versão integral, clicando aqui.

Parque Ecológico Pedra do Sino

A Pedra do Sino, origem do nome da UC. Imagem | via Geoview.info | Gilton Goes

O Parque Ecológico Municipal Pedra do Sino, localizado no entorno da zona urbana da cidade de Piranhas Velha é a única UC – Unidade de Conservação municipal em todo o Baixo São Francisco.

Veja abaixo, informações mais detalhadas sobre Parque Ecológico Pedra do Sino:

No sítio da Prefeitura Municipal de Piranhas, o decreto de criação da UC, clicando aqui.

MONA São Francisco

Paredões, gargantas, são características da paisagem da UC. Imagem | ICMBio

Abrangendo áreas dos municípios de Paulo Afonso (BA); Canindé do São Francisco (SE); Delmiro Gouveia; Olho d’Água do Casado e Piranhas (AL), o MONA – Monumento Natural São Francisco é uma UC – Unidade de Conservação de jurisdição federal, sob a gestão do ICMBio – Instituto Chico Mendes de Biodiversidade.

Veja abaixo, informações mais detalhadas sobre o MONA – Rio São Francisco:

No sítio do ICMBio – Instituto de Biodiversidade Chico Mendes, gestor da UC, clicando aqui.

No sítio Wikiparques, clicando aqui.

No sítio do ISA – Instituto Socio Ambienta, clicando aqui.

No sítio da FUNDAJ – Fundação Joaquim Nabuco, clicando aqui.

Imagem do topo – Casa Velha do Bebedô, no sítio Bebedô, Reserva Mato da Onça – Imagem | Rio de Baixo | Canoa de Tolda

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